quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Devastação

Vi ao longo do caminho de volta pra casa uma paisagem que não me era estranha, vi um campo cheio de tocos de árvores, vi a tristeza estampada no local, vi a terrivel devastação. Recordei-me de imediato como era aquele local antes, banhado de lindas árvores, com a grama bem verdinha e algumas flores distintas. Chatiei-me em saber que o homem destruiu mais uma pequenina parte que seja da natureza, me senti culpada pela devastação, não que tenha sido minha culpa... não fui eu que comprei aquele terreno, enfim me senti culpada pelo refexo que a devastação fez presente em mim, refletiu de forma bruta o momento em que me encontro na vida. Tudo tão verde, tudo tão perfeito com borboletas sobrevoando as flores, a brisa movimentando de leve as folhas e derrepente, BUM, num piscar de olhos violentos acabou, sobrou poeira, sobrou  um tom cinza intristecido onde avia cores, de certo a reflexão disso foi que mais uma vez sou mesquinha, egoista, não sei lidar com fins, muito menos com sentimentos tão fortes. Pensei no meu próprio momento, no meu próprio sentimento e nem se quer me importei mais com as árvores que ali estavem derrubadas. Penso com lógico, talvez posso estar errada, mas... uma vez que essa árvore foi derrubada, foi morta ela não mais levantará, e o meu momento de tristeza e agonia por estar longe de quem chamava de "vida" será que permanecera? Será que o desespero continuara oculto entre meu sorriso falso e minhas palavras mentirosas de motivação? Ou renascerá daqui um tempo com a bondade presente em alguém de plantar novamente o amor como se foce uma árvore, plantando novamente a vida. Eu não digo qualquer vida mais sim aquela que eu sinceramente queria reviver ao seu lado. 

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